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Web Radio Sinfonia Jovem

domingo, 7 de agosto de 2011

História e Evolução das Bandas de Música no Brasil

A banda de música, assim como o povo brasileiro, apresenta larga diversificação de gênero e de autores, pois se encontra em toda a abrangência do espaço brasileiro. Fenômeno histórico e sociológico tão importante quanto o fenômeno artístico, a banda de música vive hoje, em muitos lugares, em estado de latência. Não deixa, porém, de desempenhar importante papel de mobilizadora da comunidade nos seus momentos mais caros e solenes; de cumprir o papel de escola livre de música, verdadeiro conservatório do povo; de manter-se como guardiã da tradição musical popular brasileira. A banda de música ainda é a mais antiga e menos estudada instituição ligada à criação e divulgação da música popular. Esse papel de reserva da cultura popular assumiu dimensões históricas a partir do século XVIII com a multiplicação das irmandades cecilianas – de Santa Cecília - às quais os músicos geralmente se filiavam, mantendo forte vínculo com as instituições religiosas. Herdeiras do sistema medieval de organização do trabalho, as irmandades dos músicos reconheciam a categoria e esses trabalhadores puderam expandir suas obrigações além do âmbito da igreja, no sentido social como no artístico, acrescentando, por exemplo, obrigações assistencialistas que resultavam da contribuição de cada um. Era o embrião do mutualismo, o pré­sindicalismo. A pesquisa também revela grandes mudanças na organização das irmandades e das próprias bandas de música na entrada do século XIX, quando à confusa formação de músicos nas milícias e nas igrejas deram-se soluções “modernas”, inspiradas nos modelos europeus. A chegada de D. João com a corte portuguesa, em 1808, propiciou mudanças qualitativas de grande repercussão em todo o Brasil. Data de 27.03.1810 o decreto que mandou estabelecer em cada regimento um corpo de música composto de 12 a 16 executantes. Em 1814 começaram a espalhar-se nos quartéis o ensino e a prática de instrumentos mais atualizados em substituição às antigas bandas, ou ternos e quartetos, de tocadores de charamelas, pífanos, trombetas, caixas e timbales. O grande impulso resultou, portanto do estabelecimento da corte portuguesa no Rio de Janeiro. Mas a banda da brigada real, trazida por D. João em 1808, ainda era arcaica. Em Portugal, a banda de música começou a se modernizar somente em 1814, quando seus soldados regressaram da guerra peninsular trazendo brilhantes bandas de música, em que predominavam executantes contratados espanhóis e alemães. Ernesto Vieira alude ao decreto de 29.10.1814, determinando que houvesse em cada regimento de infantaria uma banda composta de mestre e 11 músicos, todos praças do pré. O modelo português vigoraria no Brasil e está indicado na portaria de 16.12.1815, que recomendou a composição da música de cada regimento de infantaria e batalhão de caçadores: 1 mestre, 1º clarinete; 1 requinta; 2 clarinetes; 2 trompas; 1 clarim; 1 fagote; 1 trombão ou serpentão; 1 bombo e 1 caixa de rufo. Determinou ainda que houvesse 4 aprendizes escolhidos entre os soldados, podendo assim chegar a 16 o número de músicos, mas não mais que isto. A música nas milícias claramente aparecida em bases orgânicas, na metrópole, em 1814, forneceria o modelo para a formação de bandas civis. Daria, inclusive, preponderância ao 1º clarinete, aquele que teria habilitação de mestre. Em Portugal, a história da formação das bandas civis também é obscura. Pedro de Freitas acredita que ela surgiu, pela primeira vez, em 1822, quando o afamado maestro Bomtempo apresentou em Lisboa uma sociedade filarmônica organizada nos moldes da de Londres, fundada em 1812. A novidade teria sua natural repercussão no país. Se isso acontecia tão tardiamente na metrópole portuguesa, claro que no Brasil as coisas se desdobrariam a seu tempo. Na verdade, porém, a banda de música, tal como hoje a conhecemos, é produto do século XIX. Ela só alcançou o padrão moderno na Europa na primeira metade do século XX, quando aperfeiçoamentos substanciais foram introduzidos nas flautas e nos clarinetes. Esses aperfeiçoamentos se devem principalmente ao flautista alemão Theobald Bohm (1794-1881) e ao belga Adolf Sax (1814-1894), criador do saxofone em 1840. Ao contrário das bandas de música das milícias, que deixaram atrás de si pistas abundantes e por vezes minuciosas de sua organização e manutenção, as bandas civis contam a história quase sempre obscura. Nem todos os dicionários e enciclopédias dignam-se de falar dessas corporações. Lembram apenas os conjuntos palacianos, como os da corte francesa, onde teria surgido a denominação “banda”. Mário de Andrade, entre nós, sempre atentos às coisas do povo, verbetizou o termo no Dicionário musical brasileiro, obra póstuma, 1989, pp. 44-45, dando-lhe 2 significados: 1, Conjunto de instrumentos de sopro, acompanhados de percussão; 2. O mesmo que charanga, filarmônica. Abona com eruditas informações. Bandas de fazenda, diz MA, composta de pretos e escravos. “O barão do Bananal com seus crioulos compuseram uma de 24 instrumentistas, me contou o preto velho Manuel”, aquele que lhe dera um documento precioso, o dobrado, Voluntário da Pátria, transcrito no volume Melodias registradas por meios não mecânicos, org. Oneyda Alvarenga, 1946, p.96.

Eduardo Fideles

Fonte: canone.com.br

sexta-feira, 15 de julho de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

Faça como nós... Proteja o meio ambiente!

O Projeto Sinfonia Jovem não se restringe apenas em ensinar música.
Além da música, razão da existência do Projeto, trabalhamos também Futsal e a preservação do meio ambiente. O Projeto Sinfonia Jovem está hoje com atividades com música e esporte. Os ensaios do Grupo de Flauta doce Sinfonia das Crianças acontecem de segunda a sexta, sempre das 17:30h às 19:00h, enquanto que as aulas de Futsal, com o Professor Marcílio Alves, são aos sábados a partir das 8:00h da manhã, na Vila Olímpica.
Além disso, também fazemos um trabalho de preservação do meio ambiente, através do recolhimento de pilhas e baterias. As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto, relógios, etc, contém materiais que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões. São eles: cádmio, mercúrio, níquel, chumbo.
Depois do recolhimento, as pilhas são enviadas à redação do jornal correio ibiapaba.acesse aqui e veja a participação do projeto na arrecadação de pilhas e baterias.

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA DO VIII FESTIVAL MÚSICA NA IBIAPABA

DIA 23/07 – SÁBADO
Palco da Igreja da Matriz
20h – Solenidade de abertura
20h30 – Trio Madeira Brasil (RJ)


DIA 24/07 – DOMINGO
Palco da Igreja da Matriz
18h às 19h– Banda de Música Maestro José Pedro Alcântara (Sobral)
Palco do Céu
20h – Roda de Som (alunos)
21h30 – Renato Borghetti e banda (RS)


DIA 25/07 – SEGUNDA-FEIRA
Palco da Igreja da Matriz
18h às 18h15 – Orquestra Filarmônica Infanto Juvenil (NAEC – São Benedito)
18h20 às 19h – Banda Filarmônica Juvenil Dr. Edvaldo Coelho Moita (Tianguá)
Palco do Céu
20h – Roda de Som (alunos)
21h30 - Luizão Paiva Trio (PI)

DIA 26/07 – TERÇA-FEIRA
Palco da Igreja da Matriz
18h – Banda Emoção (Ibiapina)
18h30 – Choro Feliz (Ipú)
Palco do Céu
20h – Roda de Som (alunos)
21h30 - Encontro de Mestres (professores)


DIA 27/07 – QUARTA-FEIRA
Palco da Igreja da Matriz
18h – Orquestra João Benício (Ubajara)
18h30 – Banda de Música Municipal de Viçosa do Ceará
Palco do Céu
20h – Roda de Som (alunos)
21h30 – Tarcísio Sardinha e Samba de Gafieira – uma homenagem aos Mestres Carlinhos Ferreira e Radegundes Feitosa (CE)

DIA 28/07 – QUINTA-FEIRA
Palco da Igreja da Matriz
18h – Orquestra de São Benedito
18h30 – Banda de Música Municipal de Carnaubal
Palco do Céu
20h – Mostra das oficinas (Casulos)
22h – Encontro de Mestres (Professores do festival)


DIA 29/07 – SEXTA-FEIRA
Palco da Igreja da Matriz
18h às 19h – Paizinha Miranda (Viçosa do Ceará)
Palco do Céu
20h – Mostra das oficinas
22h – Filó Machado (SP)


DIA 30/07 – SÁBADO
Igreja da Matriz
15h às 18h - Mostra de Oficinas
Palco da Igreja da Matriz
18h – Banda de Música Municipal de Guaraciaba do Norte
18h30 – Banda de Música Municipal de Croatá
Palco do Céu
20h – Mostra de Oficinas

*Programação sujeita a alterações.

domingo, 26 de junho de 2011

A revolução será musicada

Professor do Curso de Música da Uece, Heriberto Porto avalia o atual cenário da formação de jovens músicos no Ceará

Como professor do Curso de Música da Universidade Estadual do Ceará, hoje convivo com uma nova geração de entusiasmados instrumentistas do Ceará. Estes jovens provêm de diversas cidades do Estado, de classes sociais variadas, fazendo do ambiente de estudo a verdadeira universidade. Todos anseiam a uma profissionalização na música e se preparam para ser os futuros professores na ansiada nova sociedade onde o ensino da música será bem mais universalizado. A nova Lei nº 11.769, que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica, sancionada em 18 de agosto de 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, têm aumentado o interesse pelas graduações em música, mesmo que a lei não defina ainda o perfil do profissional que irá lecionar nos ensinos fundamental e médio, nem determine em quantos anos o ensino de música será ministrado – caberá aos conselhos educacionais, estaduais e municipais, regulamentarem-na.

Hoje os estudantes de música no estado do Ceará chegam aos cursos superiores com uma formação básica muitas vezes deficiente, boa parte autodidata. O que se vê é muito talento e vontade de fazer boa música. Isso tem um lado bom: o aluno não chega com vícios éticos e musicais. Chegam ávidos de conhecimento e com a certeza de que todos querem ser músicos. Já é muito para o perfil dos docentes de um curso universitário.

A formação da maioria desses jovens se faz por meio de projetos sócio-educativos, cursos em escolas particulares, nos importantes festivais “de férias” como o Festival Eleazar de Carvalho e o Festival de Música na Ibiapaba, em Viçosa do Ceará. Poucos podem ter uma formação básica formalizada, continuada e consistente por falta de escolas públicas de ensino musical. As exceções são o curso técnico do Instituto Federal do Ceará (IFCE), antigo Cefet, e a Escola de Música de Sobral. Os organismos como o Centro Dragão do Mar e o Cuca Che Guevara fazem seu papel de oferecer cursos, mas não são ainda a escola tão sonhada por todos os profissionais do ensino da música.

O Ceará necessita há muito tempo de maiores investimentos na educação musical. A própria Uece tem um déficit de pelo menos 15 professores para o curso de Música, pois várias áreas como a didática, a pesquisa, a composição e os instrumentos específicos estão “descobertas”, faltando professores. Não temos professores em cordas, temos somente três bacharelados em instrumento: piano, flauta e saxofone, além do bacharelado em composição e da licenciatura em música.

Somos carentes em Mestres no violino, violoncelo, clarineta, trompete, trombone, flauta doce, dentre os mais procurados, pois a demanda pelos bacharelados já é muito grande e o nível dos jovens músicos nestas áreas já justifica a criação de novos cursos. Se para alguns são instrumentos anacrônicos, do tempo antigo, quem toca sabe do valor universal e tem todo o direito de uma boa formação específica na área. A categoria espera com ansiedade o prometido concurso público na Uece.

Se o nosso estado quer se desenvolver realmente (é o que aparenta com os recentes investimentos em infra-estrutura, em criação de empregos e implantação de novas indústrias), ele deve continuar investindo na formação em artes e em especial na música.

Já tivemos grandes melhorias nos últimos anos com a criação de novos cursos pela Universidade Federal do Ceará, com o surgimento de grupos profissionais, como a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho, o belo projeto de música de Pindoretama, com os mencionados festivais, sem esquecer as veteranas instituições que são a Orquestra do Sesi e a Banda do Piamarta. Lamentamos o desaparecimento da Escola do Ancuri, da Escola Eleazar de Carvalho de Iguatu e do Festival de Música de Câmara do Vale do Salgado (em Iguatu e Icó). Isso prova que “projetos” podem deixar de ter suas subvenções, de repente não conseguem mais captar recursos ou ganhar editais. Uma escola pública de música, como as que existem em muitos estados como no Pará, no Rio Grande do Norte ou na Paraíba, seria a oportunidade de estudo acessível, de inserção social para centenas de jovens, além de ser a base de uma possível Orquestra Sinfônica Estadual. Recentemente pude conhecer inúmeras escolas profissionalizantes que felizmente surgiram no interior do estado e na capital. Estes equipamentos poderiam também servir como sede de cursos de música. Alunos não faltariam.

A cada nova gestão que se inicia, ficamos na expectativa de uma grande revolução pelas artes e pela cultura ou de gestores que enxerguem que a revolução pacífica e verdadeiramente socialista já começou nas mentes e corações dos nossos músicos e artistas. Só lhes falta mais suporte para um grande salto humanista e profissionalizante.

A arte transforma rapidamente as realidades de nossos jovens carentes, está provado, todos sabemos. Cada real investido em cultura são cem economizados em segurança.

Heriberto Porto, flautista, membro do Syntagma e da Marimbanda, professor-mestre da Uece. 

Heriberto Porto ESPECIAL PARA O POVO

Fonte: O POVO

sábado, 25 de junho de 2011

Partituras para Banda de Música

Encontrei uns links interessantes com arranjos para banda de música
vale apena conferir!!!
Como uma Onda, de Lulu Santos
Leilão, Cesar Menotti e Fabiano
Estrada da Vida, Milionário e José Rico
Epitafio, Titãs
The Phantom of the Opera, para canto e para banda

os arquivos estão no formato encore, clique aqui e veja alguns desses arquivos (e outros) em PDF
até a próxima!