Gostou? então compartilhe nosso blog e divulgue nosso trabalho!

Web Radio Sinfonia Jovem

domingo, 23 de outubro de 2011

O Grupo de Flauta Doce Sinfonia das Crianças participou da XV Semana Cultural do CPACO

O CPACO realiza anualmente um momento cultural que apresenta como fundamental objetivo, a publicização de áreas de conhecimento, as quais, por motivos alheios, estão inertes na mente dos cidadãos.  Assim, procede escolhas temáticas indicadoras de um anseio social em suas mais diversas esferas.
Em 2011, a temática “DESCOBRINDO E REVELANDO AS BELEZAS DA SERRA DA IBIAPABA” apresentou o foco de revelar os especiais detalhes de cidades que participam do CPACO, especialmente, Carnaubal, Guaraciaba do Norte, Ibiapina e São Benedito. 
O Grupo de Flauta Doce Sinfonia das Crianças participou pela primeira vez da Semana Cultural do CPACO, na tarde de quinta, dia 20/10. Na ocasião participo também a Banda de Música Municipal de Carnaubal.
Agradecemos a oportunidade de apresentar nosso projeto nesta Instituição de Ensino que é referência em toda Serra da Ibiapaba.

sábado, 15 de outubro de 2011

Crianças estreiam no Grupo de flauta doce Sinfonia das Crianças

Ontem (14 d3 outubro de 2011) o Grupo de Flauta Doce Sinfonia das Crianças apresentou-se nos Festejos de Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Cidade Alta, em São Benedito, Ce. Na ocasião, cinco novos membros estrearam no Grupo. Para mim foi uma satisfação enorme, pois esses novos membros estavam muito felizes. Para aumentar ainda mais minha satisfação, minha filha mais velha Ana Glória, foi uma dessas crianças. Pude entender como se sente os pais das crianças que dou aulas. Sinto-me ainda mais motivado, não só por minha filha fazer parte do grupo, mas por poder ocasionar para as pessoas uma satisfação em ver seus filhos tocarem, e lendo partitura!
Não sei se serão músicos profissionais, mas com certeza, serão melhores cidadãos.
nessa foto estou eu e minhas filhas...

Inácio Alcântara

Apresentação do Grupo de Flauta Doce Sinfonia das Crianças

O Grupo de Flauta Doce Sinfonia das Crianças apresentou-se nos Festejos de Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Cidade Alta.








sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Leitor de partitura em PDF - PDFtoMusic

esse programa faz leitura de partituras salvas em Pdf.

Com este software você poderá ouvir partituras em PDF. O PDFtoMusic é projetado para músicos, ele executa partituras que estão no formato PDF.
Abra uma partitura PDF e depois de alguns segundos, você apenas terá que clicar em um botão para ouvir o programa tocando a música! muito bom!!!!!
Além de executar partituras em PDF o PDFtoMusic também exporta músicas para MIDI. Assim é possível abrir no Finale, Sibelius ou no Encore.
legal né??

baixe aqui o programa

domingo, 7 de agosto de 2011

História e Evolução das Bandas de Música no Brasil

A banda de música, assim como o povo brasileiro, apresenta larga diversificação de gênero e de autores, pois se encontra em toda a abrangência do espaço brasileiro. Fenômeno histórico e sociológico tão importante quanto o fenômeno artístico, a banda de música vive hoje, em muitos lugares, em estado de latência. Não deixa, porém, de desempenhar importante papel de mobilizadora da comunidade nos seus momentos mais caros e solenes; de cumprir o papel de escola livre de música, verdadeiro conservatório do povo; de manter-se como guardiã da tradição musical popular brasileira. A banda de música ainda é a mais antiga e menos estudada instituição ligada à criação e divulgação da música popular. Esse papel de reserva da cultura popular assumiu dimensões históricas a partir do século XVIII com a multiplicação das irmandades cecilianas – de Santa Cecília - às quais os músicos geralmente se filiavam, mantendo forte vínculo com as instituições religiosas. Herdeiras do sistema medieval de organização do trabalho, as irmandades dos músicos reconheciam a categoria e esses trabalhadores puderam expandir suas obrigações além do âmbito da igreja, no sentido social como no artístico, acrescentando, por exemplo, obrigações assistencialistas que resultavam da contribuição de cada um. Era o embrião do mutualismo, o pré­sindicalismo. A pesquisa também revela grandes mudanças na organização das irmandades e das próprias bandas de música na entrada do século XIX, quando à confusa formação de músicos nas milícias e nas igrejas deram-se soluções “modernas”, inspiradas nos modelos europeus. A chegada de D. João com a corte portuguesa, em 1808, propiciou mudanças qualitativas de grande repercussão em todo o Brasil. Data de 27.03.1810 o decreto que mandou estabelecer em cada regimento um corpo de música composto de 12 a 16 executantes. Em 1814 começaram a espalhar-se nos quartéis o ensino e a prática de instrumentos mais atualizados em substituição às antigas bandas, ou ternos e quartetos, de tocadores de charamelas, pífanos, trombetas, caixas e timbales. O grande impulso resultou, portanto do estabelecimento da corte portuguesa no Rio de Janeiro. Mas a banda da brigada real, trazida por D. João em 1808, ainda era arcaica. Em Portugal, a banda de música começou a se modernizar somente em 1814, quando seus soldados regressaram da guerra peninsular trazendo brilhantes bandas de música, em que predominavam executantes contratados espanhóis e alemães. Ernesto Vieira alude ao decreto de 29.10.1814, determinando que houvesse em cada regimento de infantaria uma banda composta de mestre e 11 músicos, todos praças do pré. O modelo português vigoraria no Brasil e está indicado na portaria de 16.12.1815, que recomendou a composição da música de cada regimento de infantaria e batalhão de caçadores: 1 mestre, 1º clarinete; 1 requinta; 2 clarinetes; 2 trompas; 1 clarim; 1 fagote; 1 trombão ou serpentão; 1 bombo e 1 caixa de rufo. Determinou ainda que houvesse 4 aprendizes escolhidos entre os soldados, podendo assim chegar a 16 o número de músicos, mas não mais que isto. A música nas milícias claramente aparecida em bases orgânicas, na metrópole, em 1814, forneceria o modelo para a formação de bandas civis. Daria, inclusive, preponderância ao 1º clarinete, aquele que teria habilitação de mestre. Em Portugal, a história da formação das bandas civis também é obscura. Pedro de Freitas acredita que ela surgiu, pela primeira vez, em 1822, quando o afamado maestro Bomtempo apresentou em Lisboa uma sociedade filarmônica organizada nos moldes da de Londres, fundada em 1812. A novidade teria sua natural repercussão no país. Se isso acontecia tão tardiamente na metrópole portuguesa, claro que no Brasil as coisas se desdobrariam a seu tempo. Na verdade, porém, a banda de música, tal como hoje a conhecemos, é produto do século XIX. Ela só alcançou o padrão moderno na Europa na primeira metade do século XX, quando aperfeiçoamentos substanciais foram introduzidos nas flautas e nos clarinetes. Esses aperfeiçoamentos se devem principalmente ao flautista alemão Theobald Bohm (1794-1881) e ao belga Adolf Sax (1814-1894), criador do saxofone em 1840. Ao contrário das bandas de música das milícias, que deixaram atrás de si pistas abundantes e por vezes minuciosas de sua organização e manutenção, as bandas civis contam a história quase sempre obscura. Nem todos os dicionários e enciclopédias dignam-se de falar dessas corporações. Lembram apenas os conjuntos palacianos, como os da corte francesa, onde teria surgido a denominação “banda”. Mário de Andrade, entre nós, sempre atentos às coisas do povo, verbetizou o termo no Dicionário musical brasileiro, obra póstuma, 1989, pp. 44-45, dando-lhe 2 significados: 1, Conjunto de instrumentos de sopro, acompanhados de percussão; 2. O mesmo que charanga, filarmônica. Abona com eruditas informações. Bandas de fazenda, diz MA, composta de pretos e escravos. “O barão do Bananal com seus crioulos compuseram uma de 24 instrumentistas, me contou o preto velho Manuel”, aquele que lhe dera um documento precioso, o dobrado, Voluntário da Pátria, transcrito no volume Melodias registradas por meios não mecânicos, org. Oneyda Alvarenga, 1946, p.96.

Eduardo Fideles

Fonte: canone.com.br